Em resumo
A estrela de ação é uma ferramenta compacta para desenho de ações. Ao fazer uma série de perguntas sobre o seu alvo, sua história, sua lógica de ação e outros fatores-chave, ela ajuda a avaliar, refinar e planejar sua ação.
Origens
A estrela de ação (anteriormente conhecida como a "estrela tática") foi desenvolvida por Jonathan Matthew Smucker para o programa de treinamento do Beautiful Trouble em 2013.
Às vezes, dominados por indignação ou excitação, entramos em ação sem muita premeditação ou cuidado. Se tivermos sorte, tudo correrá bem. Mas é muito mais provável que ganhemos se escolhermos táticas cuidadosamente e realizarmos ações que não apenas promovam uma estratégia de campanha maior, mas também levem em conta a arte e a ciência de um projeto de ação bem-sucedido.

A ferramenta da estrela de ação é um ótimo lugar para começar. Ela ajuda a avaliar, melhorar e planejar sua ação, fazendo-lhe uma série de perguntas-chave, incluindo:
Quem ou o que é o alvo político de nossa ação — e por quê? Como nossa ação é projetada para pressionar este alvo?
Em que ponto de pressão vulnerável estamos intervindo - e por quê?
Como nossa ação terá impacto sobre potenciais aliados?
Quem é o nosso público-chave, e qual é a nossa mensagem para eles?
Nossa ação conta que história?
Estamos nos conectando aos valores e ao senso comum das pessoas?
Nossa ação tem uma lógica óbvia para quem a vê de fora?
Estamos cuidando uns dos outros e construindo a capacidade de nosso grupo?
Como usar
Divida os participantes em pequenos grupos e peça-lhes que trabalhem em um ou dois fatores-chave usando as seguintes instruções:
Alvo: Quem ou o que é o alvo político da nossa ação e por quê? Como a ação está sendo planejada para pressioná-lo? A ação vai lhe custar algo ou ameaçá-lo? A ação vai gerar um dilema de decisão para o alvo, no qual você ganha, não importa como ele responda?
Ponto de intervenção: Em que arena você está intervindo?
Aliados: Como sua ação vai ativar aliados passivos, conquistar aliados em potencial e isolar adversários? Quais públicos específicos você deseja priorizar?
Público e mensagem: Quem é seu público prioritário e que mensagem você quer transmitir? Que tipo de apresentação e tom (solene, alegre, indignado etc.) serão mais efetivos?
História: Como você está narrando e enquadrando estrategicamente a história? Há um vilão na sua narrativa? Você está apresentando seus “personagens simpáticos” como protagonistas? Você está sugerindo o resultado desejado?
Valores e terreno comum: Você está se conectando com os valores das pessoas – especialmente aqueles do seu público-alvo – e apelando para o bom senso delas? Que imagens e símbolos populares você está incluindo em suas ações e mensagens?
Lógica de ação: A ação em si conta a história e transmite a mensagem pretendida? Um transeunte é capaz de captar intuitivamente a mensagem sem você dizer nada?
Construindo o grupo: A ação vai aumentar a capacidade do seu grupo? Vai despertar interesse e ajudar a conectar novas pessoas? Os integrantes estão se apoiando adequadamente enquanto fazem sacrifícios e assumem riscos juntos?
De volta à plenária, compartilhe o trabalho que foi feito e reflita sobre os principais aprendizados com o grupo.