Princípio

Faça o trabalho da imprensa

Em resumo

Incentive os jornalistas a cobrirem o problema que você enfrenta. Forneça materiais impressos e em vídeo. Assim, você faz metade do trabalho da imprensa e obtém maior controle sobre a narrativa.

Se você deseja que a imprensa cubra seu evento, dê aos jornalistas uma história que eles não podem recusar, expondo seu ponto de vista com muita clareza, ótimos recursos visuais, uma reviravolta inesperada ou muito humor. Se um jornalista já deseja fazer essa cobertura, esse material dará ao profissional a desculpa ou munição extra necessária para convencer os editores de seu veículo.

Não se preocupe em espremer todas as informações relevantes na sua ação. Se for possível, ótimo, mas a maioria das informações importantes pode ser transmitida por meio de um comunicado à imprensa. A ação em si precisa fornecer apenas um gancho ou ponto de entrada, levantando o véu sobre uma situação e apontando verdades óbvias, mas raramente discutidas. Se a sua ação fizer isso bem, os jornalistas vão gostar de escrever a respeito e a opinião pública – juntamente com uma campanha ativista bem orquestrada – poderá fazer o resto.

Se você deseja que a imprensa cubra o seu evento, dê aos jornalistas uma história que eles não podem recusar, expondo seu ponto de vista com muita clareza, ótimos recursos visuais, uma reviravolta inesperada ou muito humor.

Quando o grupo Yes Men anunciou que a Câmara de Comércio dos EUA estava apoiando a legislação sobre mudanças climáticas, que a empresa Dow Chemical aceitaria sua responsabilidade por Bhopal (veja: HISTÓRIA: Dow Chemical pede desculpas por Bhopal, ou que a General Electric (GE) estava devolvendo seu crédito fiscal de 3,2 bilhões de dólares, essas foram apenas ações engraçadas que apontavam para realidades simples e inegáveis: a Câmara não queria de forma alguma apoiar a legislação de mudanças climáticas; a Dow deveria limpar Bhopal; e a GE deveria pagar seus impostos. Muitos jornalistas querem escrever sobre essas verdades óbvias, mas são impedidos por motivos editoriais. Criar uma ação divertida e espetacular que tenha tudo a ver com um problema facilita a realização de coberturas.

Simplifique ao máximo o trabalho dos jornalistas. Forneça o que eles precisam: um comunicado de imprensa conciso, uma foto com permissões claras de uso ou um bom comunicado de imprensa em vídeo, repleto de fatos, números e frases de efeito que ilustrem seu ponto de vista.

É imperativo documentar sua ação e disponibilizar fotos e vídeos. O bombardeio de purpurina em Newt Gingrich (veja: TÁTICA: Interrupção criativa não teria se tornado viral sem um cúmplice gravando. Quando Brad Newsham organiza ações de banner humano, ele contrata um helicóptero e um fotógrafo profissional para sobrevoar a iniciativa. Em seguida, envia as imagens para os veículos de comunicação interessados que não conseguiram chegar lá sozinhos.

Quanto mais furtiva a ação, mais importante é documentá-la você mesmo. Ninguém além dos organizadores de flash mobs ou das apresentações musicais de guerrilha, para citar dois exemplos, sabe quando e onde as ações vão acontecer. Portanto, você precisa integrar fotógrafos e cinegrafistas nesse tipo de ação. Depois disso, não basta postar as imagens no Flickr e no YouTube e torcer pelo melhor. Em vez disso, tenha um plano para divulgar esses recursos visuais na imprensa. Quando o grupo Agit-Pop realizou uma (veja: HISTÓRIA: Opção pública Annie apresentação musical de guerrilha, eles fizeram uma edição relâmpago de suas gravações imediatamente após a ação e a enviaram para os principais veículos, dentro do ciclo de notícias do dia. Canais como MSNBC, CNN e Comedy Central construíram histórias em torno desse vídeo.

Originalmente publicado em Beautiful Trouble.

Exemplos do mundo real

Journal of Marketing

A 2024 Journal of Marketing study finds republicans respond to political polarization by spreading misinformation; democrats don't.