Tática

Intervenção criativa

Em 2015, a manifestante Josephine Witt interrompeu criativamente uma coletiva de imprensa do Banco Central Europeu ao pular no palco e jogar purpurina no presidente do BCE, Mario Draghi. Foto: Getty Images

Em resumo

Você poderia intervir em um evento gritando ou arremessando coisas, mas isso pode não ajudar sua causa. Melhor intervir criativamente: música, banners, murmúrios — qualquer coisa para garantir que sua mensagem ofusque a do seu alvo.

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Princípio chave

Coloque seu alvo em um dilema de decisão

Uma interrupção criativa bem planejada não deve deixar o seu alvo como uma boa opção. Se Nancy Pelosi tivesse reconhecido ou se envolvido com os manifestantes, ela teria apenas aumentado sua credibilidade e chamado mais atenção para sua mensagem. Evacuar ativistas silenciosos pareceria uma medida dura demais. Se ela tivesse deixado a cena, passaria uma imagem de capitulação. A opção menos ruim, a qual ela escolheu, foi dar sequência ao evento – cujo significado foi então reenquadrado pelos sinais de protesto silencioso ao seu redor. Uma interrupção criativa bem planejada coloca você em uma situação vitoriosa, e seu alvo em uma situação de derrota, não importa o que aconteça.

Exemplos do mundo real

Mass Walkout at Wayne State Leaves IDF Spokesman Lecturing to Empty Room

At Wayne State University in Detroit, US, students silently exit a lecture by an Israeli Defense Forces spokesman, leaving an empty auditorium.

#StopCopCity solidarity activists disrupt APD’s hiring event with buckets of smelly shrimp

Atlanta Police received a warm welcome on their visit to recruit New Yorkers to their force… The Hilton Hotel venue was smelling like rotten shrimp!