Em resumo
A Arte de Anfitriar é um conjunto de princípios e práticas para o aproveitamento da capacidade da auto-organização e inteligência coletiva de grupos para enfrentar desafios complexos.
Não existe poder maior do que uma comunidade descobrindo aquilo lhe importa.
— Margaret Wheatley, Turning to one another
Origens
O termo “Arte de Anfitriar” foi usado pela primeira vez (até onde sabemos) em um workshop realizado por Toke Paludan Møller e outros em 1995; e muitas organizações e redes fizeram parte de seu desenvolvimento precoce, incluindo Days Like This, Engage!, Hara, Interchange, Pioneers of Change, Peer Spirit, The Berkana Institute, World Café e o Shambhala Institute for Authentic Leadership (agora ALIA).
A arte de anfitriar é um conjunto de princípios e práticas para o aproveitamento da capacidade da auto-organização e inteligência coletiva de grupos para enfrentar desafios complexos. Baseada na suposição de que as pessoas dão sua energia e emprestam seus recursos para aquilo que mais lhes interessa, tanto no trabalho quanto na vida, a Arte de Anfitriar mistura um conjunto de processos conversacionais poderosos para convidar pessoas a intervir e assumir o controle dos desafios que elas enfrentam. Pode ser uma ferramenta poderosa para ativistas e organizadores convocarem conversas significativas, empoderadoras e produtivas, entre si mesmos ou na comunidade que eles buscam engajar.
A Arte de Anfitriar pode ser pensada como um “sistema operacional” grupal.
Grupos e organizações usando a Arte de Anfitriar como uma prática de trabalho relatam melhora na tomada de decisões, mais eficiência e capacitação efetiva e maior habilidade de responder rapidamente a oportunidades, desafios e mudanças. Pessoas que vivenciam a Arte de Anfitriar tipicamente dizem que vão embora se sentindo mais empoderadas e capazes de ajudar a guiar reuniões e conversas em direção a resultados mais efetivos e desejáveis.
No nosso trabalho como ativistas criativos, todos nós já participamos de encontros que pareciam uma perda de tempo, conversas que mais se pareciam com debates, e convites para contribuir que acabaram se revelando algo completamente diferente. As pessoas querem contribuir, mas eles não sabem como. Algumas vozes dominam, enquanto outras mal conseguem ser ouvidas. Ou nós temos uma ótima conversa, mas depois temos dificuldades para resumir os pontos-chave ou as tarefas prioritárias decorrentes dela. Como líderes, nós queremos as melhores contribuições de todos, mas frequentemente não sabemos como consegui-las. A Arte de Anfitriar oferece aos grupos um número de métodos colaborativos que funcionam bem juntos — incluindo Circle, World Café, Appreciative Inquiry, Open Space Technology, ProAction Café, storytelling e outros – para resolver problemas como estes.
A Arte de Anfitriar está sendo usada por uma variedade de grupos — famílias, organizações, governos — e em muitos setores, incluindo saúde, educação, direitos humanos, juventude, e justiça, para dar alguns exemplos. Tem sido utilizada, ainda, para convocar uma conversa coletiva e simultânea de mais de 10.000 pessoas em cidades em Israel/Palestina histórica para falar sobre justiça social; como um recipiente transformador para vasta colaboração dentro da Comissão Europeia e outras instituições da UE; para repensar sobre sistemas urbanos grandes e complexos em Columbus, Ohio, E.U.A.; e funciona como modus operandi fundamental no vilarejo-modelo de permacultura de Kufunda, em Ruwa, Zimbábue.
Na prática, a Arte de Anfitriar oferee para aqueles que se sentem chamados a lidar com grandes problemas uma estrutura e uma prática que aprimora suas habilidades, constroi sua capacidade e convida a participação de todos. Pelo fato de poder ser usada em conjunto com muitas outras metodologias e práticas, pode ser pensada como um tipo de “sistema operacional” grupal que foca o grupo em uma comunicação efetiva e fundamentada.
Como usar
Para uma introdução mais profunda à Arte de Anfitriar confira o site da Art of Hosting. A melhor maneira de se começar a usar a Arte de Anfitriar é encontrar outros adeptos e testar os processos juntos. Sugerimos procurar as formações ao lado de outros profissionais (como uma oportunidade de praticar, ou a chance de participar em um processo da Arte de Anfitriar perto de você), e depois colocar o músculo para trabalhar em sua comunidade e seus grupos.
Exemplos do mundo real

Kufunda, which means learning in the Shona language, is a self-organizing rural learning village using the Art of Hosting as its foundation.